A Roda do Tempo
Esse é um post que vai matar 2 coelhos com uma cajadada só. Eu queria há algum tempo postar um design próprio aqui, mas não um dos que eu quisesse implementar. Sabe, um desses que eu só conseguiria ver pronto vendendo prá uma giga empresa (coisa que não aconteceria nunca). Daí eu vejo o Rodrigo nesse link, passando um exercício de Game Design. Eu vi isso hoje e parei, na hora, de fazer qualquer outra coisa: eu TINHA que fazer minha parte. Nesse post eu vou somente introduzir a história o jogo. No próximo vou falar sobre mecânica, jogabilidade e outras características do jogo.
Chega de bla bla bla. Apresento-lhes A Roda do Tempo, por Tiago Frossard.
- PRELÚDIO
A Roda do Tempo.
Um homem que aparenta os 50 anos está com seu neto no colo, contando uma história para o pequeno (que aparenta uns 8 anos). A câmera se aproxima e pega parte do diálogo dos dois:
Diz o avô: “e essa história fala sobre um artefato tão poderoso que até mesmo os deuses temiam. O artefato guardava toda a essência cíclica do universo.”
“Não entendi”, diz o neto. O Avô então explica: “Isso quer dizer, meu pequeno, que ele controlava as leis que conhecemos somente como o Tempo e o Acaso”.
“Acaso não, vô. É o Destino”, replica a criança.
A cena fica borrada e é cortada com o passar de uma grande folha pela tela. Um homem que aparenta uns 25 anos está cortando folhas e galhos com um grande facão ou arma parecida. A câmera então foca em seu rosto, que revela cansaço e algumas escoriações. Afastando-se, nota-se suas roupas de explorador, roupas que estão sujas e rasgadas.
Enquanto encosta-se em uma árvore para limpar o suor da testa e segurar seu braço, ouve o latido de um cão. Sua expressão de dor muda rapidamente para um misto de surpresa e felicidade. Outro latido e ele sai correndo. Tropeça em um galho, mas não cai. Pula sobre outro e agarra-se a um cipó, como Tarzan faria.
Ele cai em pé numa poça d’água. O cão está ali, em cima de uma pedra. Sujo e excitado como o explorador (o rabinho cortado não pára de balançar), ele late novamente e olha para a frente. A câmera está de frente para eles, que olham para algo atrás dela. O explorador sorri e o cão anda em sua direção e é afagado pelo homem, agora com um joelho ao chão.
A câmera dá um arco de 180º, mantendo-os no centro. No fim, ela mostra uma clareira gigantesca na floresta. Há rios e árvores soltas, mas grande parte dela é tomada por uma cidadela asteca colossal, já em ruínas, de formato circular.
Ele diz: “Acaso não, vô. É o Destino”.
- ROTEIRO PRÉ-JOGO:
O explorador de nome Jonathan Williams busca um artefato conhecido como A Roda do Tempo. Tal artefato era história constante de seu avô John Williams. Ele contava que com esse artefato uma pessoa poderia voltar o tempo e alterar o destino. Jonathan deseja evitar o acidente que levou a vida de John em uma expedição arqueológica. Tal acidente fez com que o grande amigo de seu avô (e parceiro de expedição), Glenn Green, despontasse como o maior arqueólogo da época, ficando extremamente rico.
Os estudos de John falam de uma cidade encravada numa gigantesca floresta, onde tal artefato é guardado. Porém, tal acidente fez com que sua família entrasse em crise e, após anos, Jonathan não passava de um rapaz pobre. Sem alternativas, pede ajuda a seu amigo de infância, Elijah Green.
Elijah é neto de Glenn Green e foi criado junto a Jonathan. Devido à fama do avô, Elijah é rico e esnobe, mas não burro: vendo possibilidades de sucesso na busca do amigo, resolve bancar a expedição e ajudá-lo pessoalmente. Juntos, partem para a grande Floresta Amazônica, local para onde apontam todas as anotações do seu avô.
Lá, Elijah, Jonathan e seu cão Bobby iniciam a busca. Em sua última parada, descobrem que os moradores locais temem tal artefato, dizendo este ser protegido pelos Deuses em pessoa. Sem guias locais, Jonathan tenta convencer Glenn a seguirem por conta própria, com a expedição que este custeava. Glenn reluta, mas ao ver que Jonathan seguiria sozinho, muda de idéia.
Ambos se entranham na floresta e, em alguns dias, encontram pequenos vestígios de civilização antiga na floresta. Após algumas horas se aventurando nas ruínas e, vendo que estão no caminho certo, Elijah trai seu amigo: caso eles encontrasse o artefato, Jonathan descobrir que seu avô tinha sido traído por Glenn, que cobiçava a fama de John. Isso faria com que Glenn fosse o rapaz pobre, realidade que ele se recusava em aceitar. A única chance era se livrar do neto de John e assim ele o fez: Glenn empurra Jonathan num poço. Ao som das risadas de Glenn, um dos contratados bate em Bobby, que cai desacordado.
Horas depois, sendo salvo pelo seu cão, Jonathan se embrenha novamente pela floresta. Bobby caminha um pouco mais afastado, farejando algo no chão. Cansado e machucado, Jonathan encosta-se numa árvore para descansar, quando ouve seu cão latir. Corre por alguns metros, evitando os obstáculos quando descobre que seu parceiro tinha acabado de encontrar as tão procuradas ruínas.
[ a segunda parte do design pode ser encontrada aqui ]
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4 Comments
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Nuss… E agora?!? » A Roda do Tempo (Parte 2) — 26/01/2008 @ 19:35
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