Roteiro Coletivo: A garota dos meus Sonhos parte 03

By Tiago Frossard | 27/03/2008

Bom, demorei para postar, mas está aí a minha parte do Roteiro Coletivo iniciado lá na CubaGames. O Rodrigo q me passou a bola e, agora, eu a repasso pro Dauto. Caso você queira ver todas as partes, o Rodrigo fez essa lista. Espero que vocês gostem:
Não foi dos melhores saltos da atualidade. Tarde demais os dois notaram o muro era baixo por um lado só: o desnível deu coisa de 1M a mais para o lado por onde pulavam. Maldito metro.

Limpa aqui, acode acolá e só alguns segundos depois Remo nota que, na queda, ainda derrubou a papelada de uma senhora. Ela aparenta seus 60 anos, ou uns 50 anos beeeem acabados. Suas olheiras e óculos escuros são tenebrosas, ainda mais com o vestido comprido e sapatinho preto. Seria a Bruxa do 71 se fosse engraçada, mas não é. Nem um pouco.

- Desculpa, senhora – diz Remo – Nós estávamos…

- Nós quem, muleque?! Você estava é dando susto nos outros! Agora pare de falar e junte essa papelada. E o senhor… estou de olho! Que suas notas em português me surpreendam mais que essa ceninha!

Sim. A senhora sobre a qual eles quase pularam é a professora de português. Eles não, ele. A garota parece ter sumido tão do nada quanto apareceu. Remo olha para um lado, olha para o outro. A professora está indo em direção à rua, provavelmente por onde a garota também saiu. Ele se levanta e corre pelo corredor,  quase tropeçando em umas latas de lixo.

Alguns poucos metros depois, o garoto alcança a rua. O sol forte contrasta com as sombras escuras do corredor de onde saiu, ofuscando sua vista. Pessoas passeiam de um lado pro outro, mas ninguém se parece com a tal garota. Remo tenta entender a situação: aquelas criaturas, de onde vieram? O que a professora fazia naquele beco? E se os monstros pegassem a velha? E, onde raios está a garota?!?

Um turbilhão de pensamentos toma conta de sua mente, o sol parece mais forte. Remo vê sangue em sua perna, provavelmente cortada por um daqueles monstros. Ele se apóia num poste, vira de costas pra ele e senta no chão. Tudo fica preto.

- Obrigada – diz a garota.

- Quem é você?

- Muito obrigada.

- Não, não! Por que comigo?!? POR QUE???

Remo acorda numa cama branca. Lençóis brancos o cobrem, enquanto seu braço está ligado ao soro, q pinga lenta, porém incessantemente. Há um vaso de flores amarelas à esquerda – Flores… – e uma cadeira em frente, vazia. Sim, definitivamente é um hospital. Ele senta-se rapidamente e coloca a mão na perna: intacta, sem um único arranhão. – foi… um sonho? –

De repente, uma porta se abre, por onde passa um homem que parece ser um médico. Ele entra, pega um prontuário na base da cama e diz.

- Remo, hein? Da próxima vez que for correr, rapaz, não se esqueça de beber água. Desidratação não costuma só desmaiar as pessoas…

O barulho da descarga chama a atenção dos dois. A outra porta se abre, de onde sai uma senhora.

- Mãe!

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