Taí. Quando você acha que já viu de tudo, algum Game Designer maluco resolve mostrar o quão errado você está. É nessa hora que ele traz uma papelada estranha, com um cara vestido de verde que trucida seus adversários com tudo o que é de mais nojento para a mente do ser humano. É nesse momento que vem à vida um dos mais estranhos personagens do mundo dos videogames: Boogerman.
O cara é um excêntrico chamado Snotty Ragsdale que, em suas horas vagas, assume a máscara de Boogerman. Nada melhor que o herói (será que posso chamá-lo assim?) para invadir os Pântanos Flatulentos, Boogerville e as Cavernas Nasais atrás do ladrão de uma máquina que transferiria toda a poluição do nosso mundo para uma outra dimensão.
Sim, a premissa do jogo é simples. Aliás, chega a ser arquétipa. Porém, o que chama a atenção é o personagem que consegue ser carismático e engraçado mesmo do alto de sua montanha de coisas nojentas e que, tecnicamente, gerariam completa aversão. O jogo é daquele tipo de desafio caricato que há tempos não vemos no mercado.
Seu design completa essa caricatura, trazendo inúmeras readaptações de seus poderes escatológicos: melecas, catarros e puns para todos os lados, em novas e divertidas formas. Pelo seu tamanho, resolvi deixar Boogerman pesado e desengonçado em terra. Isso não reflete exatamente o que ele é em seus jogos de plataforma, uma roupagem é mais versátil e rápida, e sim sua aparição em Clayfighter 63 1/3. Ah, por fim, para o jogo, os ataques de Boogerman realizados com os esgotos
Mas, se mesmo depois disso tudo, você ainda prefere personagens vazios com bilhões de polígonos, faça-se um favor e vá conhecer Boogerman. Aliás, não só ele como Bubsy; Sparkster; Bomberman; Joe & Mac; Aero, the Acro-bat; Firebrand; Jazz Jackrabit. Melhor ainda, vá jogar toda a coleção de jogos de 16 bits. Afinal de contas, numa época onde os jogos parecem iguais, por que não buscar inspiração olhando para trás?
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